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5 Percepções Errôneas Comuns sobre a História de Natal
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Nós vivenciamos a história do nascimento de Jesus de várias formas ao longo da época do Natal. A história é apresentada por meio de presépios, programas de TV, livros de histórias, pinturas e desfiles de Natal.


Na verdade, encontramos a história de Natal com tal frequência que estamos convencidos de que sabemos todos os detalhes do que aconteceu naquela noite. Mas muitas das coisas que achamos que “sabemos” sobre a história de Natal se revelam incorretas.


Aqui estão cinco percepções errôneas comuns.

1. Havia Uma Estrela na Noite em que Jesus Nasceu


É difícil encontrar um presépio (ou peça de Natal) sem uma estrela sobre a manjedoura. De fato, este pode ser o símbolo por excelência do nascimento de Jesus.


O problema é que não há indicação de que a estrela pairou sobre a manjedoura na noite em que Jesus nasceu. Pelo contrário, quando os anjos anunciaram o nascimento de Jesus aos pastores que vigiavam seus rebanhos durante a noite (Lucas 2.8-11), eles não foram orientados a procurar uma estrela. Foi-lhes dito que procurassem outra coisa: “E isto vos servirá de sinal: encontrareis uma criança envolta em faixas e deitada em manjedoura” (Lucas 2.12).


A estrela foi dada não aos pastores, mas aos magos (Mateus 2.2), que aparentemente vieram visitar a Jesus em um período posterior de tempo. Quanto tempo mais tarde não está claro, mas o fato de que Herodes ordenou que todos os bebês da região com menos de dois anos fossem mortos sugere que Jesus pode ter estado em Belém por algum tempo.

2. Havia Três Magos


Por falar nos magos, tanto na arte quanto na música (“Nós Três Reis”), temos a impressão inegável de que havia três deles. O problema, no entanto, é que tal número não é encontrado em nenhuma parte dos relatos bíblicos.


Mateus simplesmente nos diz: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém” (Mt 2.1).


A idéia de três magos provavelmente veio do fato de que Mateus menciona três ofertas: ouro, incenso e mirra (Mt 2.11).

3. Não Havia Lugar para Eles na Hospedaria


Outro elemento básico da natividade moderna é a cena na hospedaria. José e sua esposa, Maria — que está prestes a dar à luz — são cruelmente rejeitados pelo dono da hospedaria, que não demonstra compaixão.


Aqui está outro percepção errônea comum. A Bíblia nunca menciona um dono da hospedaria. Na verdade, é possível que não tenha havido nem mesmo uma “hospedaria”.


Um estudo recente feito por Stephen Carlson defende a posição (que considero convincente) de que a palavra grega normalmente traduzida como “hospedaria” (καταλύματι) em Lucas 2.7 é melhor traduzida como “lugar para ficar”. Portanto o texto não está dizendo que não havia espaço na hospedaria, mas diz que não havia um quarto para o menino Jesus no lugar onde eles ficaram. Em que lugar eles estavam alojados? Carlson argumenta que provavelmente foi na casa da família de José em Belém, talvez em um quarto adjacente (que teria sido pequeno).

4. Jesus Nasceu em um Celeiro ou Estábulo


Raciocina-se que por José não ter encontrado lugar na hospedaria, ele teria sido forçado a ficar no estábulo. De fato, todos os presépios jamais criados colocam Jesus em um tipo de celeiro.


Mas o texto não diz que ele nasceu em um celeiro. Diz apenas que Maria “o deitou em uma manjedoura” (Lucas 2.7). Embora isso pareça sugerir um celeiro, naquela época era comum que as manjedouras ficassem na sala principal das casas em povoados. Por quê? Porque os animais eram frequentemente alojados a poucos metros de distância, em uma sala adjacente.


Parece provável, portanto, que Maria deu à luz a Jesus enquanto eles estavam hospedados na casa dos parentes de José em Belém. Mas o quarto em que ficavam — provavelmente um quarto de hóspedes apertado ou uma câmara apressadamente adicionada — não podia acomodar um parto. Então, Maria teve que dar à luz na sala de estar da família e colocou Jesus na manjedoura próxima.

5. Jesus Nasceu em 25 de Dezembro


Se celebramos o aniversário de Jesus em 25 de dezembro, é lógico pensar que este foi o dia em que ele nasceu. Mas a data precisa do nascimento de Jesus é incerta. Uma variedade de opções foi sugerida ao longo da história da igreja, incluindo 21 de março, 15 de abril e 20 de maio.


Assim sendo, como é que 25 de dezembro se tornou a data? É comum pensar que os cristãos se apropriaram do feriado pagão do Sol Invictus (“Filho Invicto”), que era comemorado em 25 de dezembro. Mas há pouca evidência para sustentar isto.


Em vez disso, parece que os primeiros cristãos podem ter raciocinado a partir da suposta data da concepção de Maria, que se pensava ser o dia 25 de março — o mesmo dia em que se pensava que Jesus havia sido crucificado. Nove meses mais tarde e temos o 25 de dezembro para o seu nascimento.

A História Real do Natal


Estas cinco percepções errôneas nos recordam de que, às vezes, nossa imagem das histórias das escrituras é moldada mais por percepções populares e recontagens modernas, do que pelo próprio texto. Mas quando examinamos mais de perto as pistas bíblicas, surge uma imagem maravilhosa — e espera-se, mais precisa — do que aconteceu naquela noite há quase 2.000 anos.


E o que aconteceu naquela noite ainda permanece como um dos eventos mais monumentais da história da humanidade. Deus se tornou homem e entrou no nosso mundo sombrio e frio para redimir um povo pecador.


E esta é uma história que torna o Natal digno de ser “Feliz”. Traduzido por Raul Flores


Michael J. Kruger é presidente do Reformed Theological Seminary em Charlotte, Carolina do Norte, no qual também atua como professor de Novo Testamento. Ele é o autor do livro Canon Revisited: Establishing the Origins and Authority of the New Testament Books [O cânone revisitado: estabelecendo as origens e a autoridade dos livros do Novo Testamento] (Crossway, 2012). Ele escreve regularmente no blog Canon Fodder.


fnte https://coalizaopeloevangelho.org/article/5-percepcoes-erroneas-comuns-sobre-a-historia-de-natal/

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