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Buscar o Reavivamento é a Tarefa Pastoral
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Theodore Pease foi um poderoso pregador congregacional no final do século XIX. “Em muitos lugares presume-se silenciosamente que o encanto especial do ministério cristão está danificado,” declarou ele em 1893, “que a atração singular deste campo de trabalho está, em grande medida, irreparavelmente perdida.” Passados 130 anos, a afirmação de Pease é repetida frequentemente, no entanto, temos uma palavra melhor. O Senhor Jesus nos assegura que a igreja jamais fracassará (Mateus 16.18).Portanto, estamos confiantes de que o ministério também não fracassará. No entanto, no meu trabalho no Reformed Theological Seminary, que é preparar futuros ministros para servirem na igreja de Cristo, também os estou treinando para buscarem o avivamento. Em pelo menos quatro aspectos fundamentais, o ministério pastoral é uma empreitada em busca do avivamento. 1. Pastores buscam reavivamento em sua piedade pessoal Pastores necessitam ser filhos de Deus antes de pregar a Palavra de Deus (1Tm 6.11; 2Tm 3.17 ). Necessitam verdadeiramente amar a Cristo antes de pregar o amor de Cristo (2Co 5.14; Cl 1.28). Necessitam caminhar no Espírito antes de pregar no poder do Espírito (Gl 5.16, 25 ; 1Co 2.1–5). Em outubro de 1840, Robert Murray M’Cheyne escreveu a outro pastor: Lembre-se de que você é a espada de Deus—instrumento dele… um vaso escolhido por ele para levar Seu nome. Em grande medida, o sucesso virá de acordo com a pureza e perfeição do instrumento. Mais do que abençoar grande talento, Deus abençoa grande semelhança com Jesus. Um ministro santo é uma arma temível nas mãos de Deus. A piedade pessoal é sempre a primeira lição na teologia pastoral. Aquilo que a Igreja de Cristo mais necessita são pastores florescendo em comunhão com o Deus triúno. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina”, ordenou Paulo a Timóteo. “Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.” (1Tm 4.16). 2. Pastores buscam reavivamento através da oração “É claro que o pregador se diferencia acima de todos os outros como um homem de oração”, escreveu Charles Spurgeon. “Ele ora como um cristão comum, caso contrário, seria hipócrita. Ele ora mais do que cristãos comuns, caso contrário, estaria desqualificado para o ofício que assumiu.” O avivamento ocorre por meio da oração. Estude qualquer período de despertar na história da igreja, e descobrirá a centralidade da oração, tanto pública quanto privada. Necessitamos de pregadores que proclamem Jesus Cristo com compaixão e coragem. Precisamos de homens ardendo com zelo que vem de um amor inflamado por Cristo. Ansiamos por homens que exponham os pecados secretos na congregação e os conduzam ao bálsamo do evangelho. Necessitamos de ministros angelicais que resplandecem com o peso eterno de glória. Mas se não pedirmos, não receberemos. Antes que um homem possa ser um pregador de Jesus Cristo, necessita ser um homem de oração. A oração é metade do nosso ministério e confere à outra metade—a pregação—sua vida e poder. Ninguém pregará adequadamente se não orar fervorosamente. 3. Pastores buscam reavivamento na pregação Ansiamos por ministros que valorizem o tesouro de proclamar Jesus Cristo. Que glória pertence à pregação fiel! É o meio comum pelo qual Deus desperta corações frios, duros e insensíveis para respirar a graça da fé. A pregação é a carruagem que transporta Cristo aos corações dos pecadores. É a espada espiritual que Deus usa para atacar as portas do inferno e arruinar as fortalezas de Satanás. O Sol da Justiça ( Ml 4.2) desponta sobre a terra em Sua Palavra proclamada para fortalecer corações de argila e derreter almas gélidas. A pregação convence, ilumina, repreende, encoraja e vivifica a alma. Jovens pregadores necessitam aprender o que significa proclamar o evangelho com lógica inflamada e razão eloquente. Pregadores não devem apenas pregar sobre Cristo; devem pregar Cristo. Tal como explicou Martyn Lloyd-Jones: “Devemos pregar o Evangelho e não pregar sobre o Evangelho. Essa é uma diferença muito vital, que não se pode expressar em palavras, mas que é, no entanto, realmente importante.” 4. Pastores buscam reavivamento em sua perseverança As três primeiras maneiras pelas quais o ministério pastoral se conecta com o avivamento são essenciais e provavelmente previsíveis. Mas uma quarta e última característica é frequentemente esquecida. O ministério é um manto que Cristo coloca sobre os ombros de seus servos. O peso é enorme. Pastorear é ao mesmo tempo estimulante e extenuante. Portanto, ao prepararmos estudantes para o ministério pastoral, oramos não apenas para que estejam preparados em piedade e oração, e equipados para pregar, mas também para que estejam prontos a perseverar. O ministério do nosso Salvador foi de atividade inabalável. Jamais desperdiçou oportunidade de ser útil a almas perdidas e cansadas. O apóstolo Paulo trilhou o mesmo caminho ministerial. Sobre sua destemida perseverança, escreveu “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2Co 4.8–9). Instruir a próxima geração em teologia pastoral significa chamá-los para a alegria do Senhor, que é a sua força (Ne 8.10). Sem Jesus Cristo, o servo do Senhor não pode fazer nada (Jo 15.5). Dessa forma, treinamos estudantes para terem prontidão em Cristo, prontidão para dedicarem suas vidas mentais, emocionais e espirituais à igreja. Desejamos colocar este versículo como frontal entre seus olhos: “De modo que, em nós, opera a morte, mas, em vós, a vida.” (2Co 4.12). A tarefa do ministro é crescer em piedade, ser fiel na oração e pregação, perseverar em meio a provações, e desta maneira apresentar Jesus Cristo às almas, preparando os filhos de Deus para viverem bem e morrerem bem. Essa é a espécie de ministério pastoral avivado que desejamos ter, quer seja na sala de aula, no púlpito, ou junto ao leito. Traduzido por Vittor Rocha.   Jordan Stone (PhD, Southern Seminary) é professor auxiliar de teologia no Reformed Theological Seminary Dallas, e pastor na Redeemer Presbyterian Church (PCA) em McKinney, Texas. É casado com Emily e eles têm seis filhos. É autor do livro Love to Christ: Robert Murray M’Cheyne and the Pursuit of Holiness. fonte https://coalizaopeloevangelho.org/article/buscar-o-reavivamento-e-a-tarefa-pastoral/  

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