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O Consumismo e seus perigos
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A época de muitas compras e pechinchas chegou. Em novembro, além da Black Friday, que é realizada anualmente, acontece o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário. Todos os trabalhadores e contratados com carteira assinada e servidores públicos receberão esse valor até o dia 30 deste mês. A junção desses dois acontecimentos pode ser uma armadilha para muitas pessoas, já que os gatilhos de escassez e a famosa frase “é só hoje” são usados intensamente pelo comércio, o que gera ansiedade e atitudes impulsivas nos compradores.


E assim, diante de ofertas supostamente atraentes e mais dinheiro na conta bancária, muitos acabam caindo na tentação do consumismo. A proximidade das festas de Natal e Ano-Novo também pode agravar o quadro, pois, para uma parcela da população, elas são sinônimo de compras de roupas, acessórios e presentes, o que pode gerar ainda mais gastos desnecessários. Para quem já enfrenta dificuldades para controlar as finanças, este período do ano pode significar o acúmulo de novas dívidas, o aumento da inadimplência e ainda a piora da saúde mental.


Segundo dados recentes do Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras atingiu 47,8% e o comprometimento da renda com dívidas chegou a 27,6%. E, de acordo com as pesquisas do SPC Brasil em parceria com a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap), o número de pessoas que não conseguiram pagar suas dívidas aumentou nos últimos 12 meses.


Por isso, é necessário que cada indivíduo avalie suas escolhas financeiras e não se deixe levar pela emoção na hora das compras, sugere Andrea Deis, gestora empresarial e especialista em neurociência. “A primeira atitude é avaliar o que é desejo e o que é necessidade. As promoções podem aumentar a pressão de comprar por impulso e, se não pensarmos bem, cederemos a elas”, diz.


Andrea comenta que cada pessoa precisa fazer um planejamento financeiro, principalmente ao receber o décimo terceiro, para, assim, saber quanto é possível gastar, além de tomar cuidado com a publicidade e os avisos que chegam por redes sociais e e-mail, pois a intenção deles é influenciar e atrair o consumidor. “É crucial ter esse cuidado e entender que o valor do décimo terceiro salário é finito e pode criar um benefício ou levar a pessoa a um endividamento sem que ela perceba”, destaca.


Nesse caso, também é necessário que haja controle emocional, pois os desejos e vontades partem exatamente das emoções. Ela indica que a pessoa use o autocontrole e se questione sobre a necessidade de cada compra. “É preciso refletir qual é a consequência de cada atitude. Quando a pessoa entende o que poderá lhe acarretar se fizer o que está sentindo, ela avalia se deve comprar algo ou não”, diz.


Ponderar sobre as consequências, principalmente a médio e longo prazos, é essencial, já que muitos pensam somente no prazer, na alegria ou no status que o consumo gera. No entanto, a sensação de prazer é rápida e, depois dela, sobram apenas as possíveis dívidas, o arrependimento e até itens adquiridos desnecessariamente.

Consumismo e saúde emocional


Andrea reforça que o excesso de consumo pode ser identificado como doença emocional e, em alguns casos, é uma maneira de camuflar a ansiedade e a depressão. Comprar demais também pode funcionar como escape para os problemas que a pessoa enfrenta. Nesses casos, é necessário procurar ajuda de profissionais de saúde especializados. De acordo com uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2022, cerca de 8% da população mundial sofria de oniomania, um transtorno psiquiátrico crônico de quem faz compras compulsivas. “A compra compulsiva também pode ser um sintoma do transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Trata-se de uma fuga emocional, mas essa compulsão gera endividamentos, dificuldades de pagar dívidas e preocupações. A pessoa deve procurar ajuda quando não consegue superar esse problema sozinha”, conclui.

A outra vertente do consumismo


O consumo desenfreado pode ainda ser um sinal de que falta algo na vida da pessoa. Do ponto de vista espiritual, o desejo de comprar pode esconder um vazio, um trauma ou uma falta interior que nenhum produto, nem que seja o mais caro do mundo, pode suprir.


Segundo o Bispo Renato Cardoso, muitas pessoas tentam compensar a falta que sentem em sua alma com bens materiais e pessoas, como viagens, dinheiro, amizades ou recursos religiosos. Contudo, de acordo com ele, essa falta só será suprida com a Presença de Deus, afinal, Ele colocou a eternidade no coração do homem. “Muitas pessoas vivem buscando ser preenchidas por algo que não é Deus, pois acham que serão felizes com conquistas, mas, na verdade, não são. Há quem tenha uma obstinação e uma teimosia em adquirir algo por entender que aquilo vai preencher seu vazio, mas nada irá ocupar o tamanho da eternidade em seu interior”, esclareceu ele, em um vídeo publicado em 5 de agosto de 2022 no seu canal no YouTube.


O Bispo ainda revela que o vazio na alma do ser humano é do tamanho de Deus, pois ele representa a falta da eternidade e, por isso, nada material e passageiro pode ocupar esse espaço. “Para que esse vazio seja preenchido, temos que buscar a Deus e nos voltarmos para Ele. Você não é obra do acaso. Deus quer que a eternidade, a paz e a alegria preencham o seu interior, mas, para isso, temos que buscaLo de todo coração e, dessa forma, alcançaremos a verdadeira e eterna felicidade”, conclui o Bispo.


fonte https://www.universal.org/noticias/post/o-consumismo-e-seus-perigos/

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